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Poesia Visceral | |||||||||
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Cursos Online é Cursos 24 Horas Escrito por José Olímpio às 15h19 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] CURSOS 24 HORAS Escrito por José Olímpio às 09h49 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Nuances Eu conto um canto Eu canto um conto No delírio da madrugada Um conto alegre Um canto triste De acordo com a alma Pela hora, regulada
Eu conto, eu canto E assim vou lavrando versos Em solo de terra bruta Terra cheia de pedras Terra cheia de lutas E não me importa Se alguém me escuta Eu canto pra vida Eu conto pra vida A vida contida no sentimento Solto no ar, nas coisas No vento que passa Nas várias veredas Que levam a nada
Eu canto e conto E se nisso insisto É por saber cantar É por saber contar É para transmitir Coisas soltas, incompletas Que navegam no espaço No mar, nas paixões Nos recantos, nos recreios No íntimo das solidões Na ilusão das matérias concretas E de resto, em tudo que faço
Eu canto, eu conto choro, e rio Das coisas sérias e estranhas Como se de minhas entranhas Saísse a essência da poesia Ligada por um fio Ao meu lado existencial
Eu conto, eu canto Porque sei, é nato E cada verso que imprimo Na folha branca de papel Se deixo livre ou se rimo Vai formando um novo mundo Realidade paralela, Torre de Babel Quarto escuro sem janela Onde guardo o meu encanto
08.10.2007 Escrito por José Olímpio às 11h29 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] É Cedo É cedo A noite chegou e eu aqui Sem saber de nada Sem nada vislumbrar Com o olhar perdido Em imensas possibilidades E a minha mente cogita: Como fazer escolhas Se, fazendo, deixamos tantas coisas para trás?
Então eu penso: É cedo. É cedo para fazer escolhas E trilhar um caminho
E a minha vida, assim, se perde na ausência de realizações.
07.10.2007 Escrito por José Olímpio às 11h21 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Machado de Assis Retirado do site www.livroclip.com.br, narra um romance trágico baseado no conto A Cartomante, do eterno escritor. Escrito por José Olímpio às 10h58 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Sensação Um jeito vago de morte Um jeito insano de nada Um jeito tirano de tudo Um jeito surdo que cala Um jeito que mexe com a mente Um jeito ruim que se sente Um jeito que mente, coerentemente Um jeito incerto, descrente Um jeito ambíguo, crescente Um jeito que fica na gente
Olímpio 29.04.08
Escrito por José Olímpio às 09h24 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Precaução Comece seu dia dizendo adeus para as pessoas coisas paisagens Talvez este seja seu último dia
Olímpio 14.05.08 Escrito por José Olímpio às 09h20 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Inexatidão A vida, ninguém sabe O que vai ser, o que virá Previsões há Ha, ha, ha, ha, ha... Na vida o que é que há? Miríades, loucura, incertezas Belezas demais Só pra ver, não pra usar Há também regras, conceitos Que se chocam
Culturas, idéias Que se trombam Depois se misturam Se fundem Fodem
A vida o que é que dá? Prazeres, preceitos Tantos preceitos! Pouquíssimos direitos "Direito de ficar calado Ou tudo o que disser Poderá ser usado Contra você"
A vida o que é que traz? Angústia.
Olímpio 14.05.08 Escrito por José Olímpio às 09h18 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Hora Fatal É agora.É afora. É depois. É nós dois. É ninguém. É o que não vale vintém. É falar não mais. É ficar pra trás. É dizer adeus. Para nunca mais. É a obra-prima da nihilessência. A incongruência. Subpoesia. É a apatia. A irrelevância. A ignorância. É não mais temer. Por nada não se ter. É antipatia. Por não merecer. É sofrerr calado. É estar cansado. Se sentir fadado. É incompetência. Estar inseguro. É olhar o muro. Bem à sua frente. É ficar doente.É "lavar as mãos". É negar perdão. É dizer "jamais". É voltar pra trás. É conspiração. É sempre dizer "não!". É prisão perpétua. No coração. 04.11.07 Escrito por José Olímpio às 16h09 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Propriedades da noite A noite anestésica A noite analítica A noite insonífera A noite incômoda A noite efêmera A noite eterna A noite boêmia A noite monótona A noite criativa A noite interna A noite externa A noite angústia A noite amorosa A noite horrorosa A noite lancinante A noite precária A noite predatória A noite abismal A noite sem sal A noite quente A noite fria A noite nua A noite sua A noite boa A noite à toa A noite tempo A noite espaço A noite lua A noite nova A noite crua A noite mágica A noite na rua A noite psicótica A noite psicotrópica A noite nula A noite pura A noite dura A noite penosa A noite gostosa A noite poema A noite problema A noite acordada A noite dormida A noite sonhada A noite sentida A noite partida A noite na vida A noite sem fim... 21.04.07 Escrito por José Olímpio às 18h31 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pasárgada Toda mulher devia ser menina Cheia de viço no olhar e trejeitos no corpo Exalando a pureza da manhã E o mistério do ocaso Mulher menina brejeira Menina-moça guardiã da vida Toda mulher devia ser menina Não adulta, adùltera, incorrgível Pensante ,mas antes sensante Sensível, aberta, abre flor Toda mulher deveria ser amor Amada, não sofrida, nem castiça Sonhada, sonhadora, experiente Experimentável Toda mulher devia ser amável 09.05.05 Escrito por José Olímpio às 18h29 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Potentados Os apólogos da Terra foram vencidos Os defensores da natureza, chacoteados A Terra pertence E sempre pertenceu ao Poder Esse Poder que sempre esteve Nas mãos de poucos O único valor que o Poder dá à Terra É o monetário A natureza vale O quanto cabe em seus imensos cofres E contas bancárias Nada mais Os apólogos da Terra São coisa fora de moda 31.03.07 Escrito por José Olímpio às 18h28 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Abafo Grito de dor ecoa no ar precário arcaico sem ressonância Num mundo onde o sofrimento é normal banal infinitesimal Grito de dor ecoa no ar e é engolido pelo silêncio que o ignora 28.03.07 Escrito por José Olímpio às 18h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Amada Terra Terra, justa terra Que se faz presente Entre sonhos mil Realidade ausente De uma terra quente Que o povo sente Mas que nunca viu Terra, mais que simples terra És a flor que encerra O desejo errante De um povo crente Em um Deus que sente E se faz presente No sonho distante Terra, és manipulada E quem não tem nada Vive a te querer Mas o teu espaço Desde cima a baixo Está preso ao laço De quem tem poder Terra, quem te acumula Há de ter a gula Sempre, um dia, finda Pois quem está na luta E se preocupa Por ti, terra justa É quem te ama ainda 1987 Escrito por José Olímpio às 18h24 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Torre Eu conto um canto Eu canto um conto No delírio da madrugada Um conto alegre Um canto triste De acordo com a alma Pela hora, regulada Eu conto, eu canto E assim vou lavrando versos Em solo de terra bruta Terra cheia de pedras Terra cheia de lutas E não me importa Se alguém me escuta Eu canto pra vida Eu conto pra vida A vida contida no sentimento Solto no ar, nas coisas No vento que passa Nas várias veredas Que levam a nada Eu canto e conto E se nisto insisto É por saber cantar É por saber contar É para transmitir Coisas soltas, incompletas Que navegam no espaço No mar, nas paixões Nos recantos, nos recreios No íntimo das solidões Na ilusão das matérias concretas E de resto, em tudo que faço Eu canto, eu conto E choro, e rio Das coisas sérias e estranhas Como se de minhas entranhas Saísse a essência da poesia Ligada por um fio Ao meu lado essencial Eu conto, eu canto Porque sei, é nato E cada verso que imprimo Na folha branca de papel Se deixo livre ou se rimo Vai formando um novo mundo Realidade paralela, Torre de Babel Quarto escuro sem janela Onde guardo o meu encanto 08.10.07 Escrito por José Olímpio às 20h59 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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